Sinceramente estou vivenciando que as start-ups já estão vivendo um momento de valuation do tipo bolha, na minha opinião.
Não acho mais nenhum powerpoint que esteja valendo menos que 2 milhões de reais e as empresas que tem pelo menos um beta do seu site/produto online, sem receita e sem visitação/usuários estão valendo ou na verdade achando que valem mais de 3 milhões.
O mercado de tecnonologia e mídia na Internet esta cada vez mais competitivo. Procurar investidores com idéias sem plano de conquista de audiência e receita incluindo serviços com escala (que é o grande valor da internet) são essenciais.
Infelizmente ou felizmente idéias como o Twitter, na minha opinião, não conseguiriam achar investidores com capital e paciência para segurar uma operação sem receita por muito tempo.
Se uma Start-up precisa de dinheiro ela precisa ter um plano bem direcionado e que os empreendedores entendam que o investidor de risco procura ganhos muito acima da taxa CELIC. A expectativa é de um retorno de 15 vezes ou mais sobre o montante de capital investido entre 5 a 7 anos, então o jogo não é fácil!
Pierre, estando “do outro lado da mesa” não é este o cenário que tenho visto aqui no Brasil. São pouquíssimos os investidores anjo realmente atuando, e eles tem ainda todo o poder de barganha na mão.
Não duvido que existam empreendedores pedindo tanto e oferecendo tão pouco. Só duvido que estejam conseguindo. Valuation é questão de oferta e procura. O “hype” estimulado pelo cenário americano me parece ter estimulado uma crescimento muito maior na oferta (startups) do que na procura (investidores).
O mais importante entre o Angel e o Empreendedor é que ambos cheguem em uma porcentagem que agrade ambas as partes. Nenhum investidor quer ter muita participação em uma start-up senão a motivação dos empreendedores pode ficar baixa e o negócio dependente 100% do esforço e capacidade deles.
O principal é o empreedendor convencer que a oportunidade de negócio vale o risco do investimento.
Concordo plenamente. É o tipo de negociação em que, se uma parte sair “ganhando” a princípio, vai acabar se prejudicando no futuro (ex.: o crescimento da empresa vai ficar limitado porque o empreendedor perderia controle se fisesse outro round de expansão). Igual a um casamento, ambos devem estar igualmente satisfeitos na “união”, para gerar frutos duradouros.
Os investidores com quem temos conversado são super alinhados com seu pensamento (e nós também), dividir para conquistar, e não temos tido conflitos. Mas acredito que estamos muito longe de uma bolha de investimentos aqui no Brasil, e os empreendedores que conseguem algum investimento fora do eixo governo/FFF (friends, family and fools) são minoria absoluta.